Introdução do livro


Introdução




Há mais de 2.000 anos, nasceu um homem que mudou o mundo, seu nome era Jesus Cristo de Nazaré, filho de José e Maria. Ele viveu toda a sua curta vida pregando o bem e fazendo o mesmo a todos que o cercavam. Ele foi o primeiro a possuir o sétimo dom, e, consequentemente, foi o mais forte de todos. Sabia, muito antes de acontecer, da traição que viria por Judas Iscariotes, traição essa que já era de conhecimento de todos os seus apóstolos.
Também era de conhecimento de seus apóstolos que sua morte seria em uma cruz de madeira, do mesmo modo que eram mortos os ladrões, assassinos e todos os tipos de criminosos.
E assim como uma profecia com apenas 33 anos de idade, sua vida foi subtraída, sua morte uma das mais sofridas pelo homem, seu corpo castigado pelas cento e vinte chibatadas que arrancaram e deixaram suas entranhas expostas, pregado na cruz mãos e pés perfurados por um ponteiro de ferro, e por fim através de uma lança romana, seu pulmão direito atravessado.
Mas ele deixou um legado e uma história de vida que são exemplos para todos até hoje. E o sétimo dom ficou adormecido por séculos, na maioria das pessoas que o possuíam. Nas intuições diárias, os que as ouviam e as entendiam, salvaram-se de acidentes e catástrofes, mas a maioria não dava atenção aos avisos e o dom ficava cada vez mais fraco, até sumir de vez.
Alguns que possuíam esse dom aprenderam a interpretá-los. O maior exemplo foi Michael de Notre Dame mais conhecido pelo nome latino Nostradamus. Ele nasceu em 14 de dezembro de 1503 e aprimorou tanto o seu dom que conseguia utilizá-lo acordado, precisava apenas ter um pote com água. Ele conseguia não somente ver o futuro como senti-lo, e, mesmo estando sentado em sua cadeira dentro de sua casa, ele se transportava, ou melhor, dizendo, se projetava para o local e tinha plena consciência de tudo que acontecia. Ele também foi mal compreendido pelas pessoas de sua época, como é até hoje. Algumas religiões o têm como um filho do demônio e que só Deus pode prever o futuro, mas eu e todos que possuem o sétimo dom, sabemos que ele não era o filho do demônio e sim um escolhido de Deus. Depois dele, raramente surgia um sétimo dom. Mas, quando surgia o dom,  quem o possuía o escondia,  por medo da reação dos outros, de ser perseguido e rotulado como filho do demônio. A igreja católica, se  considerando dona única da verdade, iniciou no século 12 a Santa inquisição, por ordem de sua maior autoridade: o Papa Gregório IX. Em 20 de abril de 1233, editou duas bulas que marcam o início da Inquisição, que perseguiu, torturou e matou várias pessoas. A bula "Licet ad capiendos", a qual verdadeiramente marca o início da Inquisição, foi dirigida aos dominicanos, inquisidores, e tinha o seguinte teor: "Em qualquer lugar que alguém não aceitar a Igreja Católica Romana como a única e verdadeira religião de nosso senhor Jesus Cristo, estarás autorizado, se os pecadores persistem em defender a heresia apesar das advertências, a privá-los para sempre de seus benefícios espirituais e proceder contra eles e todos os outros, sem apelação, solicitando em caso necessário a ajuda das autoridades seculares e vencendo sua oposição, se isto for necessário, por meio de censuras eclesiásticas inapeláveis". Assim, o Santo Oficio, aniquilou milhares de pessoas que possuíam o sétimo dom. Com o tempo, tudo era motivo para matar e apossar-se dos bens das pessoas julgadas, em nome da “Santa Igreja”. O simples fato de ter nascido canhoto era o suficiente para ser considerado adorador do demônio. Até as marcas de nascença eram sentenças de morte, e  crianças eram queimadas vivas e alimentavam as imensas fogueiras da ignorância de uma religião. Quantos livros, quantas culturas, quanta sabedoria foram simplesmente perdidas nas grandes conquistas e na total covardia em nome de uma cega fé?  Tenho certeza que Deus, em sua benevolente sabedoria e sendo o maior ser de luz, nunca faria o mal ao ser humano que foi concebido à sua imagem e semelhança. Quantas atrocidades foram feitas supostamente em nome de Deus? Seria mesmo em nome de Deus ou de alguns poucos homens que sempre dominaram o mundo? Durante séculos, as pessoas se apegaram  à religião, buscando a salvação da alma e do espírito. Muitos acreditavam que se tivessem uma vida de luxúria, avareza, inveja, gula, ira, preguiça e vaidade, seriam perdoados no momento do arrependimento. E assim a humanidade foi sendo  levada a acreditar que se a qualquer momento de sua vida se arrependesse de tudo que  havia feito de errado, Deus a perdoaria, e  a aceitaria no reino do céu. Tudo isso  é uma grande mentira! E muitos que tiveram suas vidas regadas pelo mal a si mesmo e ao próximo, descobriram isso da pior maneira possível. E pagaram com suas almas.

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